Os Beiramarenses viveram mais um pesadelo no último Domingo. Não apenas pelo resultado mas, também, pelas opções do técnico (em poucos dias de trabalho já conseguiu colocar a equipa à sua imagem, ou seja, a caminho da 2ª divisão) e pela atitude de alguns atletas que continuam a pisar o risco. A este propósito, Paul Murray provou a sua falta de profissionalismo ao serviço do Beira-Mar esta época. Depois de ter negado aquilo que várias pessoas viram (as bebedeiras e o famoso banho na ria), ter entrado em ruptura com Manuel Cajuda e realizado exibições vergonhosas (quem esteve no Estoril não esquecerá tão cedo a atitude deste jogador), o inglês esforçou-se neste jogo como nunca o fez enquanto Manuel Cajuda esteve em Aveiro. Não parece que seja este o conceito de profissionalismo em Inglaterra, pelo que, a apregoada diferença de culturas para justificar tudo, cada vez tem menos acolhimento.
Esta goleada em casa foi apenas mais um pesadelo dentro do pesadelo que tem sido esta época. Em relação ao jogo, podiamos estar aqui a apontar o dedo a vários responsáveis mas este local não é o mais apropriado. Os UAN já conheceram fases muito difíceis da vida do clube nunca virando as costas à equipa. No entanto, este grupo de trabalho, equipa técnica e direcção têm conseguido destruir todo o nosso empenho e trabalho de motivação dos adeptos com vista a enfrentar esta crise. O clube está em crise e continuar a negar este facto será esconder a cabeça na areia.
Não peçam mais apoio aos sócios porque não o merecem. Os sócios do Beira-Mar estão cansados de votos de confiança neste grupo de trabalho. As opções da direcção não têm ajudado ao restabelecimento da harmonia com os sócios tão necessária para enfrentar esta fase difícil. O futebol profissional sénior do SC Beira-Mar vive uma desorientação sem precedentes, afogada em incompetências multiplas.
Queremos salvar o Beira-Mar mas, a partir deste momento, não contem com palmadinhas nas costas da nossa parte. Nos próximos jogos não estaremos presentes para apoiar mas sim para fiscalizar. Não vamos admitir que sujem mais o nome da nossa instituição. Estamos envergonhados e temos o orgulho ferido. Não vamos olhar a meios para recuperar o nosso brio, o brio do SC Beira-Mar!
Saudações Auri-Negras aos verdadeiros!
3 comentários:
Um texto de grande qualidade. Está aqui todo o sentimento dos beiramarenses. Parabéns pela qualidade de escrita e por ter descrito, de uma forma impecável, aquilo que vai na alma de quem gosta do Beira-Mar.
Sérgio Loureiro.
Como te disse (vais-te recordar) acho que há formas de "luta" bem melhores que esse nao apoiar vocalmente a equipa durante os 90 minutos. Eles dentro do campo, nós na bancada! Se as coisas correrem mal haverá formas de protesto diferentes da passividade na curva.
Ribeiro virou-se para o Topo Norte a pedir o apoio dos Ultras a uma dada altura do jogo, penso que estar a ensurdecer os jogadores durante os 90 mts com o nosso silêncio só será prejudicial para nós mesmos e para a equipa que mais afectada ficará nos 90 mts.
Não sou apologista da passividade perante algo que vai mal, mas escolho sempre a melhor forma de protesto e de tentativa de rumo dos acontecimentos.
Sem mais,
Um abraço.
Atenção que não disse que defendia o não apoio vocal. No entanto, a nossa postura habitual é cantar os 90 min non stop, sempre fazendo das fraquezas forças e semprelutando contra as adversidades. Esses são os UAN de sempre! A questão, neste e nos próximos jogos, prende-se com a falta de garra e ambição que esta equipa transmite. Estamos a acabar uma 1ª volta miserável e já tentámos tudo e mais alguma coisa em termos de apoio. Lembra-te que fui eu o primeiro a propôr a presença no treino naquele Sábado de manha antes da deslocação a Coimbra com a tarja: "FORÇA". Neste ponto de situação, verifica-se que a ausência de bons resultados passa por questões mais profundas que não se resolverão se continuarmos com uma postura passiva e de concordância. Não estou contra a direcção, mas defendo outro rumo para o futebol profissional do SC Beira-Mar. Não me sinto motivado para apoiar um projecto no qual não acredito. Acho que vamos alcançar a manutenção mas em termos futuros não é este Beira-Mar que idealizo.
Um abraço companheiro!
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