quinta-feira, 6 de janeiro de 2005

Um “Beira-Maremoto” sem necessidade!

Como é do conhecimento público, o SC Beira-Mar anunciou o despedimento por “justa causa” dos jogadores da equipa sénior de futebol Marian Zeman (internacional eslovaco) e Pablo Rodriguez (internacional argentino). Há algum tempo que estes dois atletas eram apontados como dispensáveis. Não estando em causa a qualidade técnica de ambos, a verdade é que o rendimento deles esta época tem sido quase nulo. Marian Zeman ainda não jogou na presente edição da Superliga e Pablo apenas deixará como “lembrança” a assistência para Heitor no golo que permitiu ao SC Beira-Mar empatar com o Sporting CP perto do final dessa partida. Ainda assim, poderá haver quem discorde da dispensa destes dois homens, mas, a legitimidade de tomar estas decisões cabe à Direcção e equipa técnica que estarão em melhor posição para fazer juízos e avaliações sobre o rendimento dos atletas e o equilíbrio do plantel e das finanças do clube.

Assim é que não…
A “justa causa” alegada pelo SC Beira-Mar para despedir os dois jogadores prende-se com o atraso (autorizado por Manuel Cajuda quando ainda era treinador principal – ainda ninguém desmentiu esta informação) no regresso das férias natalícias. Seria difícil aceitar estes despedimentos fundamentados neste atraso acreditando que os atletas agiram de boa fé. Ainda assim, a disciplina podia ser uma das bandeiras da organização do clube e, neste caso, a intransigência justificar-se pelo efeito que teria tal medida no interior do grupo de trabalho. No entanto, a verdade é que Santiago Silva e Maurício Levato também chegaram atrados pelos mesmos motivos e não foram despedidos. Ou seja, o único critério da Direcção é o interesse do clube pois estes jogadores têm mercado, enquanto que nos casos de Zeman e Pablo interessa mandar embora sem lugar a qualquer acordo negociado, sem qualquer relação causa-efeito entre a prevaricação e a pena a aplicar, recaindo a opção desde o primeiro instante pela via conflitual...

Infelizmente, os valores que devem reger as relações entre os homens não são importantes para nada. A justiça é uma miragem. O futebol, como se comprova, é uma selva! E é assim que se procuram conquistar adeptos e cativar as camadas mais jovens. O amor a um emblema não nos pode cegar. O interesse do clube não pode estar acima dos valores mínimos de respeito e dignidade entre dirigentes e funcionários (sejam eles jogadores, administrativos ou outros), entre as pessoas em geral… Não parece que a polémica levantada nesta altura com estes dois atletas (bem visível na imprensa e no meio aveirense) contribua para a dignificação do SC Beira-Mar, nem para a união do grupo de trabalho.

Se insistirem que o futebol é um mundo à parte onde a selvajaria é lei, então, apoiemos o basquetebol, o futsal e as outras modalidades do clube que preservem os princípios e valores com os quais nos identificamos.

O editor.

2 comentários:

Anónimo disse...

Uns foram castigados por chegar tarde e outros por viajar sem autorização penso eu de que...

dru-wid

Anónimo disse...

Sendo assim tá explicado!!! LOOOOOOL

Bin Laden