Depois da derrota de Domingo frente ao FC Porto e dos resultados alcançados pelos concorrentes directos, a luta pela permanência do SC Beira-Mar na Superliga complicou-se imenso. Contudo, não adianta lamentar a falta de sorte ou os erros de arbitragem que ao longo da época nos perseguiram. Esta época resultou num acumular de erros estratégicos que não podem nem devem ser esquecidos, para que não se repitam. O SC Beira-Mar chega a esta altura do campeonato nesta situação por culpa própria. Aquilo que se exige neste momento ao plantel e equipa técnica é que vençam os quatro jogos que faltam. A manutenção ainda é possível matematicamente. Por isso, enquanto profissionais, espera-se que lutem até ao fim. Deixem “tudo” em campo! Comam a relva se for preciso! Apesar de ser consensual que Luís Campos foi uma aposta completamente errada, e que Augusto Inácio já devia ter vindo há mais tempo, a verdade é que os jogadores são os mesmos. Os mesmos que nem sempre deixaram tudo em campo em prol do nosso emblema. A confirmar-se, esta descida é injusta para os sócios e adeptos do SC Beira-Mar que tudo fizeram para evitar este cenário (inclusivamente, apelaram à não contratação de Luís Campos aquando da saída de Manuel Cajuda), poupando os jogadores a um ambiente hostil e apoiando sempre em todos os estádios onde o SC Beira-Mar actuou. Será também injusta para Augusto Inácio que tudo fez para combater o clima adverso que encontrou em Aveiro. Independentemente do desfecho classificativo do SC Beira-Mar, Augusto Inácio merece um voto de confiança dos Beiramarenses e ser incentivado a liderar um projecto para o clube nos próximos anos, com tranquilidade e estabilidade. Esperemos que aceite com a mesma coragem que, em tão pouco tempo, já nos habituou.
Pode parecer insignificante. Provavelmente, poucos reparam. Mas para nós, os Ultras, os que acompanhamos a equipa e também representamos o clube por todo o lado, suportando as despesas e prejudicando as nossas vidas pessoais, o agradecimento do nosso apoio por parte da equipa é o mínimo que podemos exigir. Este ano, foram várias as vezes em que os UAN passaram por imensas dificuldades para estar presentes, cantando e incentivando a equipa mesmo em momentos muito adversos. Por exemplo, na Ilha da Madeira, onde se deslocaram cerca de 35 elementos que, no final do jogo, nem um “obrigado” por parte do grupo de trabalho mereceram. No final do jogo com o FC Porto, quando os jogadores já se preparavam para, mais uma vez, fugir para os balneários, Augusto Inácio, como um verdadeiro líder, agrupou os seus pupilos e lembrou-lhes que durante o jogo tiveram os seus adeptos sempre a apoiá-los. Na impossibilidade de retribuir o apoio com uma vitória, aquele “obrigado” colectivo dirigido em especial à Bancada Norte caiu muito bem. Esse deve ser o espírito de um clube. Sócios, adeptos, dirigentes, treinadores, jogadores e funcionários… formando uma empatia que é a chave de muitos sucessos. Mesmo perdendo o jogo, acredito que terá sido reconfortante para os atletas aquele aplauso no final, assim como foi reconfortante para os adeptos aquele gesto de “agradecimento”. É uma manifestação de união entre o relvado e a bancada que faltou ao longo da época. Uma identificação com aqueles que representavam o clube dentro de campo que nunca existiu. Com uma equipa formada por muitos jogadores estrangeiros e sem qualquer conhecimento do clube, faltou mística e envolvimento. Obrigado Inácio por nos devolveres o nosso BEIRA-MAR!
Saudações Auri-Negras!
Nuno Q. Martins
(Pres.Ultras Auri-Negros)
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