ASSEMBLEIA EXTRAORDINÁRIA
Decorreu esta noite a AG Extraordinária,
relativa às relações entre o Clube e a SAD e a verificação do
cumprimento dos pressupostos da constituição desta. Principais notas: O
incumprimento de Majid ainda não é definitivo e parece evidente que o
clube deseja um novo investidor.
A AG decorreu de forma tranquila e
pacífica. Resolvida a questão da leitura das actas das AG’s anteriores,
foi a lida a acta da última AG (que aprovou a constituição da SAD » 26
de Maio de 2011), seguiram-se como é hábito muitas perguntas e
exposições pertinentes dos sócios Jorge Greno, António Cruz, Nuno
Quintaneiro, Pedro Alcaide, entre outros.
A direcção prestou os esclarecimentos
que entendeu devidos e destacamos as respostas e as boas intervenções do
Dr. Jaime Machado. Assumiu estar desiludido com o rumo dos
acontecimentos, designadamente pelo atraso no cumprimento das obrigações
do investidor.
Este atraso, no entanto, ainda não é
susceptível de ser considerado um incumprimento definitivo. Das
intervenções dos dirigentes, em especial do Presidente António Regala,
deu para perceber o incómodo que a situação está a provocar e que os
mesmos procuram e desejam um novo investidor.
O clube está a estudar a melhor solução para tornar a “mora” do investidor em incumprimento definitivo.
O Presidente anunciou que, dentro em
breve, teremos novidades sobre a nova casa das modalidades (Futsal e
Basket), foram concretizados os valores do passivo actual (2 milhões e
oitocentos mil euros) e o montante já investido por Majid Pishyar no
Beira-Mar (995 mil euros).
A AG ganhou interesse já na parte final
quando foram apontadas, pelo sócio Nuno Quintaneiro, algumas
fragilidades da relação estranha entre clube, SAD, “Investidor”// 32
group, nomeadamente, como já referiu o Sócio do post anterior sobre a AG, a questão da percentagem a que 32 Group tem direito sobre o valor da transferência de qualquer jogador do Beira-Mar » 90%.
Este assunto está tratado num documento
(protocolo com 32 group, cremos que celebrado em Abril de 2011) ao qual
não tivemos acesso no final da AG, contrariamente ao que se verificou
com a escritura e o protocolo celebrado entre clube e SAD. Estes
documentos deverão ser brevemente publicados no site oficial.
Da análise, leitura conjugada dos 3 documentos, resultará a melhor forma para atacar o problema.
Dos pontos focados, e das respostas mais
em jeito de contra-ataque do que desmentido, fica a sensação da
fragilidade em que o clube negociou os termos do acordo com o
investidor.
Da nossa parte, desde logo, destacamos o
facto (negativo) de não ter existido uma calendarização da liquidação
do passivo. Daí não ser possível considerar, neste momento, o
incumprimento do investidor… definitivo.
Depois: Agora dá para perceber melhor
tanta preocupação em vender jogadores, que é no fundo, o core business
da actual estrutura. Nem se trata de uma questão da SAD ter liquidez. É
que o Beira-Mar SAD vende mas 90% vão direitinhos para o investidor (32
Group). Este, por um lado, recupera facilmente o investimento e, por
outro, sem prazo para liquidar o passivo, tranquilamente decidirá o
momento mais oportuno para “investir” ou cumprir o prometido.
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