Uma deslocação para nunca mais esquecer!
Este fim-de-semana não começou da melhor
forma com o apoio no jogo dos juniores de futebol que se realizou no início da
tarde de sábado, no final da tarde até estivemos em bom número no jogo de
Futsal a contar para a Taça de Portugal.
Todos nós sabemos o estado em que se
encontra o Beira-Mar, quer clube, quer SAD e sabemos as dificuldades e
problemas de cada uma das vertentes do nosso clube, embora isso não aconteça
com a maior parte dos órgãos de comunicação social e com alguma falange
beiramarense que continua, persiste e insiste em confundir as coisas. Nós
estamos vivos e queremos estar sempre a par dos acontecimentos do nosso
clube/SAD, sejam eles transparentes ou não, dúbios ou não… ou pela falta deles.
Somos massa crítica, somos aqueles que demonstram a sua insatisfação quando
muitos se limitam a virar as costas. Somos nós aqueles que permanecem com o
clube em todos os momentos, sejam bons, sejam maus. E não foi ao acaso termos
sido o maior grupo de sócios presente nas mais recentes Assembleias do Clube.
Somos nós que estamos lá nos piores momentos e apoiamos até ao final enquanto
alguns só aparecem nos momentos de glória. Somos nós que esperamos a semana
inteira pela atividade do fim-de-semana do nosso quase-centenário clube. Somos
nós que estamos sempre presentes, a gritar, a bater palmas, a agitar as
bandeiras, a tocar no bombo, esteja chuva, quer faça sol, quer caia granizo.
Sentimos o clube 24h por dia, 7 dias por semana. E muitas vezes não somos
reconhecidos pelos esforços que fazemos.
Neste fim-de-semana que passou conseguimos
organizar uma deslocação e preencher um autocarro de um dia para o outro após a
nossa reunião semanal de claque. Sim… porque nós, somos uma organização! Um
grupo organizado de adeptos que não vive “sem rei nem roque”. Nós fazemos
acontecer e em tão pouco tempo, em vez de irmos pela via mais fácil ou adiarmos
os problemas à espera que estes se resolvam sozinhos, continuamos na luta e com
cada vez mais atividade, de forma, a remar contra a maré. Criamos vida,
arranjamos soluções para combatermos a crise generalizada em que toda a gente
vive.
Neste domingo que passou vivenciámos de
novo toda a vivência, todo o ambiente , companheirismo e amizade que as
deslocações fora de autocarro nos trazem. Enfrentámos o frio e a chuva durante
os 90 minutos de jogo e aproveitámos esse tempo da melhor forma possível. Não
houve chuva, nem frio que nos fizesse parar. Afinal, de contas, isso foi
secundário e acabou por ajudar à festa que fizemos. Não temos estado presentes
tantas vezes em jogo fora do futebol porque temos dado, e com motivos,
preferência às modalidades do SC Beira-Mar. E esta temporada ainda temos mais
modalidades! Hóquei e Andebol com atividade senior que nos preenche por
completo o fim-de-semana e que os torna num autêntico contra-relógio. Saimos de
um pavilhão para ir para outro porque estamos neste momento, como toda a gente
sabe, sem quartel-general.
Num ambiente de pura brincadeira e amizade
estivemos sempre em união, a cantar e a saltar. Até chegámos a fazer uma roda
para estarmos todos ligados para além dos saltos habituais, em grupo, por
filas. Desde a chegada a Viseu até ao estádio fomos entoando cânticos, mal
chegámos um polícia, aborda-nos da seguinte forma “Vocês trazem petardos,
tochas ou desssas merdas?”. O nosso líder desarma logo o polícia, com o mesmo
tom brincalhão, semelhante ao da pergunta, a dizer que nos tínhamos esquecido.
Risada geral. Faz parte da nossa essência não criar problemas quando eles não
existem, de modo, a que toda a gente cumpra a sua função sem precisar de se
chatear ou ter que recorrer ao uso da força.
Ao intervalo, vimo-nos impedidos de sair
da zona visitante para irmos aos bares (não existem bares na zona visitante).
Se isso poderia ser a causa de conflito, fizemos o uso da educação e da razão,
os elementos das claques do Viseu aperceberam-se da situação (a saída dos
adeptos da casa era paralela mas separada por redes) e rapidamente apareceram
com bebidas e snacks para os UAN. Entretanto, a PSP, permitiu que o nosso líder
fosse com um elemento buscar mantimentos para nós aos quais se juntaram
elementos das claques adversárias para serem mais “mãos” a trazer coisas para
os adeptos do Beira-Mar. Convívio, respeito e fair-play, bases da nossa
essência, nunca abdicando das nossas cores. O nosso ideal é o mesmo e ontem
essa ideia ficou reforçada. Entre várias conversas durante a pausa do jogo, uma
afirmação de um dos adeptos do Ac.Viseu marcou este encontro inicial entre os
adeptos dos grupos das equipas que se defrontavam no Fontelo. Essa afirmação
estava relacionada com os acontecimentos referentes ao jogo da segunda volta
entre BM e ACV, a meio da semana em Aveiro, em que os UAN enfrentaram a polícia
para que estes não interviessem com violência para com os adeptos visitantes
perante as provocações dos sempre irreverentes alunos da EPA.
No final do jogo, nota para o
agradecimento generalizado dos jogadores do SCBM. Uma luta que travamos para
que estes agradeçam e respeitem a nossa presença. No final fomos escoltados à
saída por vários elementos da PSP que formaram um cordão humano sob a vígilia
de duas carrinhas da PSP que nos seguiam. Estavam adeptos do Viseu misturados
connosco, sempre com o mesmo relacionamento que mencionámos atrás, começámos a
cantar não dando por terminada aquele que seria mais um dia de festa.
Ficámos pelas barraquinhas com os ultras
da casa a beber umas cervejas enquanto não chegava o nosso autocarro... com as
nossas minis e snacks!!
Na viagem de regresso mantivemos o nosso
excelente ambiente, enquanto o nosso mais recente membro ia dizendo que já se
ia livrar da "praxe"... Não sabia o que lhe esperava em Aveiro!
O nosso Homer Simpson teve que beber de
penalty uma litrada de Compal de Tomate entre ouuuuuuuuuuuuuuuuuuuutras coisas!
Terminámos o dia com um jantar em
conjunto.


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