quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Crónica de Viseu

Uma deslocação para nunca mais esquecer!

Este fim-de-semana não começou da melhor forma com o apoio no jogo dos juniores de futebol que se realizou no início da tarde de sábado, no final da tarde até estivemos em bom número no jogo de Futsal a contar para a Taça de Portugal.
Todos nós sabemos o estado em que se encontra o Beira-Mar, quer clube, quer SAD e sabemos as dificuldades e problemas de cada uma das vertentes do nosso clube, embora isso não aconteça com a maior parte dos órgãos de comunicação social e com alguma falange beiramarense que continua, persiste e insiste em confundir as coisas. Nós estamos vivos e queremos estar sempre a par dos acontecimentos do nosso clube/SAD, sejam eles transparentes ou não, dúbios ou não… ou pela falta deles. Somos massa crítica, somos aqueles que demonstram a sua insatisfação quando muitos se limitam a virar as costas. Somos nós aqueles que permanecem com o clube em todos os momentos, sejam bons, sejam maus. E não foi ao acaso termos sido o maior grupo de sócios presente nas mais recentes Assembleias do Clube. Somos nós que estamos lá nos piores momentos e apoiamos até ao final enquanto alguns só aparecem nos momentos de glória. Somos nós que esperamos a semana inteira pela atividade do fim-de-semana do nosso quase-centenário clube. Somos nós que estamos sempre presentes, a gritar, a bater palmas, a agitar as bandeiras, a tocar no bombo, esteja chuva, quer faça sol, quer caia granizo. Sentimos o clube 24h por dia, 7 dias por semana. E muitas vezes não somos reconhecidos pelos esforços que fazemos.



Neste fim-de-semana que passou conseguimos organizar uma deslocação e preencher um autocarro de um dia para o outro após a nossa reunião semanal de claque. Sim… porque nós, somos uma organização! Um grupo organizado de adeptos que não vive “sem rei nem roque”. Nós fazemos acontecer e em tão pouco tempo, em vez de irmos pela via mais fácil ou adiarmos os problemas à espera que estes se resolvam sozinhos, continuamos na luta e com cada vez mais atividade, de forma, a remar contra a maré. Criamos vida, arranjamos soluções para combatermos a crise generalizada em que toda a gente vive.
Neste domingo que passou vivenciámos de novo toda a vivência, todo o ambiente , companheirismo e amizade que as deslocações fora de autocarro nos trazem. Enfrentámos o frio e a chuva durante os 90 minutos de jogo e aproveitámos esse tempo da melhor forma possível. Não houve chuva, nem frio que nos fizesse parar. Afinal, de contas, isso foi secundário e acabou por ajudar à festa que fizemos. Não temos estado presentes tantas vezes em jogo fora do futebol porque temos dado, e com motivos, preferência às modalidades do SC Beira-Mar. E esta temporada ainda temos mais modalidades! Hóquei e Andebol com atividade senior que nos preenche por completo o fim-de-semana e que os torna num autêntico contra-relógio. Saimos de um pavilhão para ir para outro porque estamos neste momento, como toda a gente sabe, sem quartel-general.
Num ambiente de pura brincadeira e amizade estivemos sempre em união, a cantar e a saltar. Até chegámos a fazer uma roda para estarmos todos ligados para além dos saltos habituais, em grupo, por filas. Desde a chegada a Viseu até ao estádio fomos entoando cânticos, mal chegámos um polícia, aborda-nos da seguinte forma “Vocês trazem petardos, tochas ou desssas merdas?”. O nosso líder desarma logo o polícia, com o mesmo tom brincalhão, semelhante ao da pergunta, a dizer que nos tínhamos esquecido. Risada geral. Faz parte da nossa essência não criar problemas quando eles não existem, de modo, a que toda a gente cumpra a sua função sem precisar de se chatear ou ter que recorrer ao uso da força.
Ao intervalo, vimo-nos impedidos de sair da zona visitante para irmos aos bares (não existem bares na zona visitante). Se isso poderia ser a causa de conflito, fizemos o uso da educação e da razão, os elementos das claques do Viseu aperceberam-se da situação (a saída dos adeptos da casa era paralela mas separada por redes) e rapidamente apareceram com bebidas e snacks para os UAN. Entretanto, a PSP, permitiu que o nosso líder fosse com um elemento buscar mantimentos para nós aos quais se juntaram elementos das claques adversárias para serem mais “mãos” a trazer coisas para os adeptos do Beira-Mar. Convívio, respeito e fair-play, bases da nossa essência, nunca abdicando das nossas cores. O nosso ideal é o mesmo e ontem essa ideia ficou reforçada. Entre várias conversas durante a pausa do jogo, uma afirmação de um dos adeptos do Ac.Viseu marcou este encontro inicial entre os adeptos dos grupos das equipas que se defrontavam no Fontelo. Essa afirmação estava relacionada com os acontecimentos referentes ao jogo da segunda volta entre BM e ACV, a meio da semana em Aveiro, em que os UAN enfrentaram a polícia para que estes não interviessem com violência para com os adeptos visitantes perante as provocações dos sempre irreverentes alunos da EPA.
No final do jogo, nota para o agradecimento generalizado dos jogadores do SCBM. Uma luta que travamos para que estes agradeçam e respeitem a nossa presença. No final fomos escoltados à saída por vários elementos da PSP que formaram um cordão humano sob a vígilia de duas carrinhas da PSP que nos seguiam. Estavam adeptos do Viseu misturados connosco, sempre com o mesmo relacionamento que mencionámos atrás, começámos a cantar não dando por terminada aquele que seria mais um dia de festa.
Ficámos pelas barraquinhas com os ultras da casa a beber umas cervejas enquanto não chegava o nosso autocarro... com as nossas minis e snacks!! 
Na viagem de regresso mantivemos o nosso excelente ambiente, enquanto o nosso mais recente membro ia dizendo que já se ia livrar da "praxe"... Não sabia o que lhe esperava em Aveiro!
O nosso Homer Simpson teve que beber de penalty uma litrada de Compal de Tomate entre ouuuuuuuuuuuuuuuuuuuutras coisas!
Terminámos o dia com um jantar em conjunto.
Uma deslocação que certamente marcará o nosso ano de 15º aniversário.





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